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Prof.Paulo Murilo 

09 junho 2008

"DEU NO QUE DEU"...

Acabo de ler no blog do Fabio Balassiano ,“Da linha de 3”, que o Ricardo Probst foi convocado para os treinamentos da seleção brasileira, já que os homens altos Varejão, Nenê e Paulão ficaram impossibilitados por motivos de saúde, e que treinará na seleção B, sendo aproveitado na A se repetir suas recentes atuações na Super Copa.

Fez-se justiça, que tarda, mas não falha, ainda mais quando alicerçada em conceitos exclusivamente técnicos. De correto teria sido sua convocação direta para o grupo do Pré-Olímpico, e não para ter de passar por um estágio probatório condicional e nada impossível , excludente. Mas acredito firmemente, que se o ótimo jogador fizer sobressair sua enorme habilidade reboteira, eximir-se de aventurar nos três pontos, que é território e domínio dos cardeais ainda em ação, manter acesa sua inegável valentia na busca incansável da bola, servindo-a quantas vezes forem necessárias a seus companheiros finalizadores, marcar com eficiência o pivô adversário pela frente, como sabe fazer muito bem, e manter-se eficiente nos arremessos curtos e lances-livres, sem dúvida alguma ganhará a seleção um jogador com poder de rebote considerável. Torço para que tenha o merecido sucesso, que se faz merecedor por sua luta e persistência.

Mas, sempre um mas, tivemos nessa semana alguns capítulos da novela: “Leandro vai? Leandro não vai? Qual é a do Leandro? E que culminou com sua visita ao Moncho no treinamento da seleção B, aqui no Rio, onde afirma ter aparado as arestas no relacionamento dos dois.

Muitas historias e ilações têm vindo à público sobre a participação do Leandro no Pré-Olímpico, mas nenhuma foi mais esclarecedora do que a sua participação no programa da ESPN “Juca Kfouri entrevista”. Para quem gosta de ler nas entrelinhas, ainda mais quando as colocações do entrevistador são extremamente inteligentes, foi um prato cheio, principalmente quando perguntado, de forma até tímida, pelos fatos ocorridos em Las Vegas, e seu relacionamento com alguns jogadores daquela problemática equipe. Muito bem assessorado e orientado profissionalmente, o Leandro afirmou que a princípio teve alguns desencontros de pontos de vista com elementos da equipe, mais que superados, mas que nem tudo correu como desejava, e por isso “deu no que deu”.

E por que “deu no que deu? Pergunta que nem o Juca ousou fazer, já que foram fatos ocorridos entre quatro paredes de um vestiário muito diferente dos da NBA, que ele conota como uma das experiências inesquecíveis em sua carreira, com toda aquela mordomia de gatorades e barras energéticas à disposição, além, é claro, de seu nome gravado no armário dos uniformes de jogo.

E nesse ponto vem a pergunta que não foi feita, aquela que poria em pratos limpos o futuro disciplinador e ético das futuras seleções nacionais, aquela que determinaria o principio de comando, de prestígio, de liderança e respeito dos jogadores para com seus técnicos, somente vivenciada por quem participou intrinsecamente da mesma, mesmo sendo voto contrário, se é que o foi, mas que lá esteve, e cujo conteúdo foi divulgado pelo Marcos, penalizado e expurgado pelos companheiros e pela CBB por fazê-lo. O que ocorreu e foi determinado naquela reunião fechada? Foi a pergunta omitida, mas cuja possível resposta foi sutilmente mencionada num “deu no que deu”.

E após tantas versões, de achismos e interpretações válidas ou não, vemos nosso craque da NBA embarcar numa ponte aérea e vir encontrar o espanhol num treino da seleção B, e posar de pacificador, ante o perigo de ver ruir sua imagem de bom moço e bom caráter, que acredito possuir.

Mas, um penúltimo mas (nunca um último...), como agirá o técnico espanhol na direção de uma equipe que é capaz de se reunir para discutir habilitações de uma comissão técnica, em pleno Pré-Olímpico, determinando comportamentos e funções técnico-táticas, liderada por cardeais mais do que conhecidos, e que estarão no próximo e decisivo Pré?

Creio que a foto da Luciana Paschoal do O Globo, com a frieza de sua objetiva, demonstra na clareza dos semblantes expostos que desta vez ( assim contritamente espero...) o “deu no que deu” não torne a acontecer, pois se reuniões houverem, lá estará liderando-as o moncho carrancudo da foto.

Amém.

10 Comments:

At 4:24 PM, Blogger Clovim said...

Professor Paulo,

É isso mesmo, o Probst agora treinará com a seleção brasileira B, e provavelmente irá para o Pré-Olímpico, pois de bobo o espanhol não tem nada... Percebeu que ouve erros na convocação, que provavelmente não foi ele quem deu a palavra final, até pq lembro-me que ele queria o Hélio(Fla) na seleção do pré-olímpico... E se realmente o Leandrinho não for, Hélio(Fla), Tavernari e Probst, serão seus selecionáveis, para a vaga de Varejão, Nenê, Guilherme, Paulão e Leandrinho.

Vc tem ido aos treinos???? Vc tem prestado a atenção na qualidade técnica e tática do Tavernari???? Todo mundo está impressionado com seu jogo, ele tem a capacidade de fazer cesta de qualquer ponto da quadra, sem falar que Moincho adora pegá-lo para uma conversa no pé-do-ouvido!!! Olho nele Professor, esse garoto será um dos pilares de nossa seleção num futuro bem próximo!!!

Um abração!!!!

 
At 5:40 PM, Blogger Basquete Brasil said...

Caro Clovis,enfim fez-se justiça,para o bem de todos aqueles que ainda crêem nela.Espero que o Probst faça jus à escolha e conquiste o seu lugar na seleção. Não tenho ido aos treinos ainda, pois tenho como principio de longos anos não incomodar quem inicia um trabalho com presenças,palpites,pontos de vista,sugestões,criticas,etc,etc.Aguardo um jogo treino ou amistoso para emitir qualquer opinião técnico-tática, baseada no que presencio, e não pelo que idealizo.No jogo pra valer é que os carateres e as performances se revelam.Esperarei pelos mesmos.Um abraço,Paulo Murilo.

 
At 1:04 AM, Anonymous Anônimo said...

Professor Paulo,

Bem lembrado, a justiça foi feita nesse caso!!!

Fiquei sabendo que as duas seleções se confrontarão num jogo treino no Maracanãzinho, será que valerá a pena?????

Se o Leandrinho não for, juntamento com os outros cortados, tenho meus 3 escolhidos, na minha opinião, claro: PROBST, TAVERNARI e HÉLIO(Fla)!!!!

Um abração Professor!!!

 
At 12:00 AM, Blogger Basquete Brasil said...

Prezado Clovis,jogos entre as duas seleções poderiam ser interessantes,mas dependeriam do planejamento de seus respectivos técnicos.Cabe a eles tais decisões.Somente acho que o tempo de preparação é muito curto,e a existência de duas equipes tornam as coisas mais difíceis.O Sul-Americano deveria ter sido o campo de preparação para o Pré,como fez o feminino.Um abraço,Paulo Murilo.

 
At 12:03 AM, Anonymous Anônimo said...

Caro Prof. Paulo

Fugindo um pouco ao tema do seu artigo mas aproveitando do fato de estarmos em plenas finais da NBA, gostaria de perguntar-lhe se o senhor vê o sistema de trângulos utilizado pelo Phil Jackson como "uma bobagem" como citado num título de um dos seus antigos artigos. Qual a sua opinião a respeito deste sistema de jogo?Obrigado,

 
At 12:45 AM, Blogger Basquete Brasil said...

Prezado Fabio,a bobagem mencionada se refere à transformação de um dos movimentos básicos do basquete,estudado e publicado pelos grandes mestres nos anos 30,como Clair Bee,Forrest Allen e outros, e oportunisticamente redescoberto por um dos assistentes do Jackson,como se fosse o criador de um novo sistema.Parecido com o ocorrido com o teste do Kennet Cooper,que foi transformado em método pelos oficiais da EEFEx,para espanto do proprio autor,também militar,só que nos Estados Unidos.A forma triangular de jogar é uma das bases fundamentais do grande jogo,jamais um sistema.Existe picaretagem também nas terras do norte,inclusive na forma zen.Um abraço,Paulo Murilo.

 
At 9:51 AM, Anonymous Anônimo said...

Prof. Paulo

Uma pergunta que tenho a fazer é: qual(ou quais) a diferença entre corta-luz e bloqueio?

E mais: para jogar contra defesa zona ou individual, a base triângular sempre funciona? O senhor utilizava isto em suas equipes ou suas movimentações ofensivas eram diferentes?

obrigado gde abço

Fábio /SP

 
At 4:14 PM, Blogger Basquete Brasil said...

Prezado Fabio,todo corta-luz tem como ponto de partida um bloqueio, logo,são inerentes um ao outro.Cortar a luz,ou visão,ou passagem de um dos defensores presos num bloqueio bem elaborado,estabelece numa fração de segundos uma superioridade numérica ofensiva,determinando o sucesso da ação.Por outro lado,toda ação ofensiva bem sucedida tem como base formações e deslocamentos triangulares,que num universo de cinco jogadores são aquelas que determinam uma autêntica e real superioridade numerica possivel,num determinado ponto ou situação de jogo. Todo e qualquer sistema,bem ou mal elaborado se fundamenta na forma triangular por sua caracteristica envolvente e sagital à cesta.Sei que estou em falta na publicação dos artigos que explicam alguns sistemas utilizados e eleborados por mim, mas são dificeis de organizar na forma multimidia, onde ainda não domino as técnicas necessárias.Prometo que muito em breve abordarei esse assunto no blog. Um abraço,
Paulo Murilo.

 
At 5:32 PM, Anonymous Anônimo said...

Caro Professor ! Como é bom ler o senhor novamente !!

Estou muito feliz com a convocação do Ricardo Probst ! Procurei ele no site de relacionamentos, o Orkut e fiz questão de mandar uma mensagem para ele, de apoio e congratulação.

Acho que a convocação dele é uma vitória de quem enxerga o basquetebol com outros olhos, se não dos talentos promissores ou das estrelinhas de sempre !

Pode não mudar nada, mas desde 2004, pelo menos, jogando em alto nivel e só hoje uma chance !

Antes tarde do que nunca !

E Professsor, vá aos treinos,
acredito que sua experiencia e visão sempre será importante para apontar os caminhhos para os mais novos !

Um abração, Henrique Lima !

 
At 1:11 AM, Blogger Basquete Brasil said...

Prezado Henrique, que bom a sua volta aos comentários aqui da nossa trincheira.Realmente, a convocação do Probst fez justiça a um excelente jogador, e que foi unânime entre todos aqueles que amam o grande jogo.Quanto ao ir aos treinos,talvez o faça agora que a equipe se completou, e somente como admirador, e por que não,torcedor.Minha experiência e visão não são importantes naquele nivel confederativo, e sabe de uma coisa Henrique?Me lixo para todos eles,que não me dizem e representam nada.Sou leal,respeitoso e agradecido ao jogo,e é o que me basta.Um abração,
Paulo Murilo.

 

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