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Prof.Paulo Murilo 

23 março 2005

FALEMOS UM POUCO DE TÁTICAS E SISTEMAS

Acabo de assistir pela TV as quartas de final do campeonato universitário norte americano, numa louvável iniciativa da ESPN INTERNACIONAL que nos tem brindado,entre outras transmissões, com campeonatos de sinuca,habilidade com bolinhas e um inacreditável mundial de pôquer.Deve haver mercado para tais modalidades,mas não precisavam exagerar.Mas valeu pelo basquetebol,que nos deu uma excelente oportunidade de comprovar o verdadeiro potencial da modalidade nas terras do Tio Sam.Também inacreditável a constatação de que os dezesseis classificados nas quatro chaves nacionais jogavam rigorosamente iguais,no mesmo sistema,e com as mesmas jogadas,diferenciando-se entre si pelo maior ou menor talento de seus jogadores.E ai está o grande segredo do basquete americano,a homogeinização do sistema de jogo,que tem seguimento na NBA,só que em 24 segundos de posse de bola,em vez dos 35 segundos dos universitários, pois esse tempo extendido mantêm os técnicos no total comando e controle das ações dentro da quadra,o que é impossivel entre os profissionais,daí o fracasso de um Rick Pitino quando na NBA, num evidente contraste com sua impressionante atuação na NCAA. O potencial defensivo tinha como pilar performático,não só a total entrega dos jogadores,mas principalmente o mais profundo conhecimento das ações ofensivas dos adversários pela similitude de seus sistemas.Por essa razão as interceptações de bola eram frequentes,assim como os bloqueios próximos à cesta.Vimos equipes com fortissimo potencial nos três pontos serem superadas pelo jogo centrado nos dois pontos,principalmente através os pivôs.Testemunhamos o ápice das jogadas de um contra um desenvolvidas por especialistas no drible,mas que enfrentavam flutuações e fortes coberturas.Como na NBA essas ações são praticamente excluidas, dão aos atacantes espaços para jogadas de maior efeito plástico,que é o fator mais valorizado pelos expectadores, pelos comentaristas e pelos jovens mundo afora.Mas a maior lição que as equipes nos deram foi a consistência defensiva.Entre nós,frequentemente,cometemos faltas pessoais até nos últimos segundos de um ataque de 24 segundos do adversário,pois não conseguimos manter a atitude defensiva por um longo tempo.Dá gosto assistir uma equipe universitária americana manter a atitude defensiva pelos 35 segundos que duram os ataques,sem esmorecer,sem dar folgas.Se entre nós estabelecessemos a regra dos 35 segundos nas divisões de base teriamos,pelo treinamento e pela continuidade um significativo aumento na tão desejada atitude defensiva, assim como ampliariamos os comportamentos táticos ofensivos e melhores ações de técnica individual,principalmente o drible.Chega a ser lastimável vermos equipes infantis e infanto-juvenis jogando dentro das limitações dos 24 segundos que não respeitam seu desenvolvimento mental e nervoso.Poderiamos inclusive extender para 40 segundos as ações ofensivas dos mirins e mini-basquetebol,para dessa forma criarmos uma escala didática que respeitasse a evolução psicomotora dos jovens.É dessa forma que os americanos e europeus desenvolvem seu basquetebol,tendo como consultores e executores os professores e técnicos,reservando aos burocratas as funções que lhe dizem respeito. Mas,assim como a homogeinização do sistema de jogo,o Passing-Game,é a tônica do basquete universitário americano,fator alimentador de talentos para a NBA, levou ao fracasso dos mesmos nas competições internacionais,pelo simples fato de algumas nações não o empregarem, e que foi copiado "in extremis"por nossos técnicos,poderiamos nos unir às mesmas na fuga da influência do norte,para voltarmos às nossas raízes,não muito diferentes das que transformaram paises que nunca nos venceram,nos donos atuais do basquetebol internacional.Mas para que isto possa vir a ocorrer, seria necessario,entre outras coisas, que os jovens cronistas e jornalistas tão atuantes hoje em dia se debruçassem um pouco em nosso passado,que o pesquisassem, para após conhecê-lo pudessem realmente divulgar a nossa realidade,que em absoluto é a que hoje divulgam e em alguns casos endeusam, pois se campeões fomos sendo conotados pela FIBA como a quarta maior nação basquetebolística do século XX, não estamos merecendo a correta divulgação e consequente valorização por intermédio de seus testemunhos, que na maioria das vezes pecam pelo deslumbramento de realidades estranhas às nossas, e pelo canhestro desconhecimento de nossas técnicas,de nossos verdadeiros técnicos e de nossa autêntica e esquecida forma de jogar.A essência do verdadeiro jornalista é o profundo conhecimento da história e do passado,fatores que explicam o presente e que sedimentam o futuro, e que são as variáveis intervenientes na mais simples das pesquisas.Desconhecer tais valores não só comprometem a verdade,mais acima de tudo conota a ignorância, proposital ou não.Estudem então.

11 Comments:

At 1:34 PM, Blogger Daniele said...

da hora

 
At 6:02 PM, Anonymous daniela said...

supimpa

 
At 4:49 PM, Blogger Raul said...

Kra vc entende msm de basquete..! ! !
vc tem Razão o basquete do Brasil precisa melhorar.

 
At 5:36 PM, Blogger Basquete Brasil said...

Obrigado Raul,fico lisonjeado por sua audiência.Um abraço,Paulo Murili.

 
At 12:23 AM, Blogger jean said...

nuss amigo sera que vc nao tem um resumo pra me dar nao??? e que assim eu tenhu que leva na esola amanhã eu to sem empresora sabe como é né


Ass:je4n.carlinhos@hotmail.com

 
At 1:00 PM, Blogger Basquete Brasil said...

Prezado Jean (Carlinhos...),todo o material que publico pode, e deve ser usufruido por todos, da melhor maneira que puderem e quiserem.Resumir, sintetizar um tema ou artigo deve ser de livre iniciativa, desde que não fira a autoria e o conteúdo. Um abraço,
Paulo Murilo.

 
At 4:48 PM, Blogger bruninha said...

vc poderia ser mas específico????

 
At 10:58 PM, Blogger Basquete Brasil said...

Impossivel ser mais específico sem cair na obviedade, prezada Bruna.Esse é um artigo de 2005,e talvez os de agora sejam mais enxutos e objetivos. Obrigado por sua atenção e cobrança.Um abraço,
Paulo Murilo.

 
At 3:03 PM, Anonymous Anônimo said...

PôÔ ,,
MuiTo Òtimoo

 
At 11:44 AM, Blogger Leandro said...

Olá professor

Muito bom este artigo, concordo plenamente com o senhor com relação ao tempo de posse de bola
no ataque, que nas categorias de base teria que ser aumentado para dar aos jovens, mais tempo para pensar, na hora de se fazer uma jogada.

E eu queria lhe pedir algumas dicas, tenho 14 anos pretendo um dia ser um jogador profissional completo( ataque, defesa,você deve saber mais do que eu com relação a isso) não sei se será possivel,mas tentarei, quais são suas dicas de treino para mim( com isso quero dizer se seria um treino basico, ou um treino mais avançado)eu me consideraria um pré intermediario.E quais são os quesitos de um bom armador.

Grato pela atenção


Leandro

 
At 2:10 PM, Blogger Basquete Brasil said...

Prezado Leandro, no novo blog(www.paulomurilo.com),clique no espaço Buscar Conteúdos e digite-O que todo armador deveria saber- Depois o mesmo título acrescentando II- E toda a série O que todo jogador deveria saber 1/10....10/10.Nesses artigos muito de preparação e fundamentos é discutido.Também a série Debates pode ajudá-lo, pois tem relatos de muitos técnicos participantes. Pronto Leandro, mãos à obra, boa leitura e bons e proveitosos treinos. Um abraço, Paulo Murilo.

 

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